Montemor Antigo

          A data da fundação da vila de Montemor-o-Velho perde-se no tempo; porém a maioria dos escritores atribui a sua origem a 1900 anos a.C. e, a Brigo,  a sua fundação,   embora Brigo  não passe de um suposto rei de  Espanha.   Tome-se por isso, o facto  imaginário como lenda que é, dando-se -lhe  só  crédito  de  significar,   sem  dúvida   alguma,   a   sua  origem muito  remota.     

         Segundo   alguns,   esta  vila  começou  por  se   chamar Miróbriga,  (termo galo-céltico)  o qual significa cidade ou povoação de Miro, remontando a sua origem a 400  ou 500  anos  a.C. este topónimo possui o elemento briga na sua terminação,  que significa " altura"  e  "castelo",  termo conservado  no irlandês  e entre outras línguas célticas, além do cognome  miro, da língua sueva, e que significa "pio, bom, magno, excelso".   Se teve esta designação ela significaria uma boa,  excelente colina fortificada, com um castro, á maneira do que foram todas  as primitivas povoações ibéricas, existindo em volta da colina um agro  rico, que não devia deixar de ser   considerado  e  aproveitado.    

Numa   notícia    do   extracto  arqueológico  das  Memórias  Paroquiais,   de  Pedro  Augusto de Azevedo,  diz:

" o seu primeiro nome foi  Acedóbriga ou  Arcedóbriga que teve duração de 1780 anos"  da qual fora governador o romano Manlio que  " lhe deu o nome de cidade Manlianense  com que é conhecida dos latinos". 

Esta asserção é reforçada pelo Arquivo Nacional  que nos diz:  

" confirma-se o nome de cidade por algumas antigas escrituras (manuscritos dos antiquários Manuel de Barros  Escovar e capitão mor António Correia da Fonseca) , pela constante tradição, largos e espaçosos vestígios de edifícios e sepulturas que mostram haver sido populosa, pois se estendia  até ao sítio de Ravel ou Raval, que do presente é olivedo e terra de pão em grande circunstância.  Algumas pessoas se  pressuadem  que teve o nome de Arravel,  mas deve deixar o certo pelo duvidoso"

  (Luiz Cardoso,  Dic. Geog. , vol. XXIV, pág. 1465, ano  1758).

           Como se pode verificar, não se conhece, ao certo, o seu primitivo nome, mas fosse qual fosse o seu topónimo inicial,  este desapareceu da tradição oral,  como não existe na certeza dos documentos. 

           Apenas se sabe é que nada anterior aos romanos, apareceu  no Castelo ou na Vila.   Sobre a sua toponímia  no entanto sabe-se ao certo que no tempo dos árabes se chamava Munt Malúr (David Lopes, os Árabes nas obras de Herculano, pág. 38), e no ano de 1091, se chamava Montemaior,  e na data  de 1212, Mons Maiore e Montis Maioris a que se lhe acrescentou  o Velho, desde que D. Sancho I  reedificou, no Alentejo a Vila de Monte Maior (o Novo).    Também antes de se chamar Monte Mor-o-Velho denominava-se Monte Mor sobre o Mondego o que faz admitir, já então a existência coeva dos dois Montemores.    No Rol de Besteiros, do reinado de D. Diniz    chamava-se  Monte Moor o Valho.   

             Montemor-o-Velho é sem dúvida uma das mais antigas  povoações da Península Ibérica, muito embora nada se possa afirmar, com segurança, sobre o seu primeiro nome e a data da sua fundação, no entanto, com fundamento, só podemos saber, repetimos, que existia no tempo dos árabes com topónimo de Munt Malur, do qual veio  a forma actual de Montemor. "ignora-se o seu natal, mas sabe-se da sua glória".  

História da Igreja nesta Vila.

           O Primeiro Cristão Evangélico de  nome, António Simões Campos, nascido na freguesia do Seixo, imigra para o Brasil, onde veio a converter-se ao Evangelho na Igreja Baptista onde foi Baptizado. Passado alguns anos, volta a Portugal, e vai residir para a sua terra e por não haver igreja no Seixo reúne-se na igreja Prebiteriana na freguesia do  Bebedouro.

             Corriam os anos 69-70 quando um filho da Terra de nome José Pereira, vai residir e trabalhar como pasteleiro na Amadora, levando  consigo o filho  mais velho dos Oliveiras do lugar da Lavegada Seixo, tendo ambos se convertido ao Evangelho na Assembleia de Deus da Amadora. Com o passar do tempo e no calor do primeiro amor este rapaz fala a seus pais, e estes aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador,  passando  a comunicar-se com o Pastor Manuel Moutinho e de acordo com os seus pais, começam a reunir-se ali  em sua casa na Lavegada, onde se junta a eles o primeiro crente o irmão António Simões Campos.

           O Pastor Manuel Moutinho continua a dar assistência ali, mesmo quando é transferido para  a Igreja de Coimbra. Passado dois anos passam a reunir-se numa sala mesmo no centro da Freguesia do Seixo (onde hoje é a Farmácia). Mais tarde então vão ocupar o R/C da casa do irmão José Pereira no lugar de S.Jorge, Seixo onde até hoje se fazem cultos.

  Pastores    que    foram   responsáveis   da    Assembleia  de  Deus   de S. Jorge Seixo.

              Pastor Manuel Moutinho (actualmente Pastor da Assembleia de Deus, das Caldas da Rainha),  Pastor José António  Lourenço (Director do Instituto Bíblico da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal),  Pastor Ernesto Gonçalves (partiu para a Glória em 2004), Pastor Constantino Ferreira (professor do Instituto Bíblico em Fanhões - Loures) , Pastor  António Dias Gonçalves (reformado),  Pastor Manuel Duque (actual Pastor da Assembleia de Deus de Cantanhede), Pastor José Manuel de Sousa (actual pastor da Assembleia de Deus de Muge) e por fim o autor deste site Pastor Francisco Araújo.

Começo do Trabalho na Vila de Montemor

              Dentro do Coração, do Pastor José Manuel de Sousa, e com a visão de Deus para esta Vila de Montemor-o-Velho, desafiou o Pastor Francisco Araújo (seu filho na fé pois foi este que no ano de 1978 quando pastoreava a Igreja em Viana do Castelo que ganhou o articulista e sua  família para Cristo Senhor),  para vir abrir trabalho nesta vila onde nada existia do Evangelho.

No dia 30 de Dezembro de 2000, veio para esta Vila o Pastor Francisco Araújo, juntamente com sua esposa irmã Gorete Araújo, agregaram-se há "meia dúzia" de irmãos  existentes na Freguesia do Seixo. Deus abençoou o trabalho que passado meia  dúzia de meses,  a casa de oração ali existente que tinha 40 cadeiras, logo ficou cheia.

               Passado um ano, ouve necessidade,  de abrir trabalho na sede do Concelho; Deus mais uma vez, demonstrou Sua fidelidade e amor,  para com o Povo de Montemor-o-Velho, tendo sido aberta uma bonita casa de oração, que leva 105 cadeiras. Passado um ano da sua inauguração,  a qual foi no dia 15 de Março de 2003, com a presença das autoridades civis deste Concelho;  hoje  a Igreja Assembleia de Deus de Montemor-o-Velho, Missão da Assembleia de Deus de Coimbra, tem uma assistência de 60 pessoas sentadas; a Deus toda a Glória pelo que ELE TEM FEITO.

 Francisco Araújo e Gorete Araújo Pr.

                                       

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